A IMPORTÂNCIA DE SABER OUVIR

Para saber falar, é preciso saber escutar.

– Plutarco, filósofo grego

A primeira interpretação para essa frase que nos vem a cabeça é: como a principal finalidade da fala é comunicar, transmitir uma mensagem, se não escutarmos com atenção o que foi dito, não nos resta possibilidade de resposta alguma. Não há comunicação sem o recebimento adequado da mensagem.

Mas, partindo da observação de que essa frase foi dita por um filósofo, vamos tentar tornar o pensamento um pouco mais abstrato, shall we? Portanto, podemos afirmar que está referindo-se não só ao processo físico de escutar, mas também às entrelinhas, às mensagens subliminares. Não nos comunicamos apenas pelo verbo, mas todo um conjunto de sinais que compõem a linguagem não-verbal

Uma pesquisa nos EUA estudou como um funcionário de empresas de pequeno e médio porte gastam seu tempo no ambiente de trabalho. Infelizmente não tenho mais informações sobre a origem esse estudo, me perdoem. Enfim, o resultado foi o seguinte:

45% Escutando

30% Falando

16% Lendo

09% Escrevendo

Ou seja, no nosso dia a dia, passamos grande parte do nosso tempo escutando outras. Mas será que somos bons ouvintes? Quais qualidades precisamos ter para sermos ouvintes de qualidade? Como já mencionei, escutar vai ali de somente estar presente enquanto o outro fala. As primeiras preocupações de quem deseja aprimorar sua habilidade de ouvir é garantir que: está dando atenção ao que está sendo dito; está recepcionando bem a mensagem e tem o conhecimento necessário para decodificar a mensagem e transformá-la em informação.

Níveis de atenção durante uma interação (em qual destes será que colegas de trabalho, amigos e família encaixariam seu perfil?):

1. O Alheio.

Esse comportamento provoca revolta interlocutor, que fica frustado com a desconsideração. E, como sempre é importante lembrar, o ser humano é um ser basicamente emocional. Interagimos diariamente baseados em nossos sentidos, afinal é assim que recebemos informações, não é mesmo?

2. O Indiferente.

Ele provoca a mesma sensação no ouvinte. Muitas vezes dá a impressão de ser uma pessoa sem opiniões formadas, personalidade omissa e baixa autoestima.

3. O Distraído.

Gera um sentimento de decepção no ouvinte, que chateia-se com a falta de respeito. Representa aquela pessoa que sempre “perde” uma parte da conversa, geralmente a última frase e pede para que o emissor da mensagem repita.

4. O Concentrado.

Nesse personagem, percebemos um total envolvimento no processo de comunicação e uma grande interatividade. Aqui, a mensagem completa é recebida com sucesso. Esse é o ouvinte que todos devemos nos esforçar para ser.

E quais são os fatores que influenciam nossa capacidade de ouvir com atenção a mensagem que nos é transmitida? Vou listar alguns: valores e costumes individuais, comportamentos, ambiente físico, competição, timidez, pessimismo, assuntos desagradáveis e arrogância.

Essas informações são de extrema importância para aquele profissional que lida diariamente com o público. Nesse tipo de trabalho, é imprescindível e sensibilidade ao ouvir. Sempre lembrando que os gestos e os outros sinais enviados por nosso corpo falam muito mais que nossas bocas e, muitas vezes, são mais sinceros que elas também. Então, todo cuidado é pouco. Prestar atenção aos sinais que enviamos, com certeza, nos fará um comunicador mais eficiente.

Agora que já é possível identificar onde estamos falhando ao nos comunicar com as outras pessoas, nada mais indicado que combater esses vícios e evoluir nossa capacidade de ouvir e interagir. Não precisa mudar seu perfil de maneira instantânea. Começamos com o policiamento e, quando notamos, já estamos convencidos da importância de agir dessa maneira e aí aprendemos. 😉

Para fazer esta postagem, eu tive como inspiração minha aula de ontem de Comunicação Empresarial. Provavelmente muitos dos meus textos serão inspirados nas minhas aulas.

Enfim é isso! Espero que tenha aberto um pouquinho a cabeça de você sobre o como é importante prestar atenção ao que falamos e, principalmente, ao que nos é falado.

Um grande abraço e um ótimo dia!

 

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O MARKETING E A FRANÇA

1. ONDE ESTUDAR

O marketing é uma das áreas de atuação que mais crescem no mundo. Não é diferente na França. E, ao contrário do que muitos pensam, esse setor oferece muitas oportunidades além de trabalhar numa multinacional. Consultoria de branding ou de CRM e PME são algumas das várias funções que o profissional dessa área pode assumir.

Se você quer estudar na França, seja por já ter intimidade com o idioma ou por só ter vontade de conhecer Paris, existem duas opções:

a) Ecole de Commerce: HEC, EM Lyon, ESSEC, ESC, EDHEC

b) Université

Nesse link é possível encontrar uma lista detalhada das opções de instituições e como realizar a inscrição: http://pt.franceguide.com/Estudar-numa-universidade-francesa-segue-o-guia.html?NodeID=1&EditoID=191309.

2. REVOLUÇÃO FRANCESA

Luis Felipe Pondé, em um texto para a Folha de São Paulo, defendeu que a Revolução Francesa, em suas ideias e feitos, não é compatível com ideais pelos quais ela é lembrada até os dias de hoje: liberdade, fraternidade e igualdade. Para o jornalista esse marco histórico não passa de um exemplo de marketing político.

Esse seria o primeiro evento previamente ideologizado para parece outra coisa. Foi “criado”, então, o povo que ama a liberdade e que está disposto a lutar por ela de todas as formas, inclusive através da violência. E todo esse povo enfurecido estaria sendo inspirado por uma deusa: a razão, criada também pelos iluministas. Mas o insight é que esse povo que destrói tudo para revindicar direitos ou usurpar direitos de outrem sempre existiu. Os filósofos iluministas é que nos teriam feito acreditar que aquele era um acontecimento inédito.

Para concluir, o autor afirma que a nossa democracia está muito mais baseada nos direito americano e no britânico. Esses sim, teriam nos dado essa noção de liberdade de expressão e de ir e vir que conhecemos e valorizamos. E encerra: “É hora de deixar nossos alunos lerem mais Locke, Hume, Burke, Tocqueville, Stuart Mill, Oakeshott, Berlin, os federalistas e antifederalistas, Rawls, Strauss e não apenas Rousseau, Marx e suas crias”.

3. CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS FRANCESAS

Se você procurar as duas postagens imediatamente anteriores a esta, encontrará dois vídeos interessantes de campanhas publicitárias realizadas na França. Chequem e deem suas opiniões! Especialmente sobre o vídeo que trabalha com o tema do racismo, ok?

Bom, é isso. Tentei relacionar um pouco o tema marketing com o país França. Espero que tenham curtido as curiosidades. Vou tentar falar de outros países também, o que acham?

Muita paz pra todos! 🙂